quarta-feira, 13 de abril de 2011

Análise de caso - Rebecca Black

Seguindo pedidos, segue abaixo ta trascrição de uma longa discussão por email, uma análise de caso da música black friday feita entre eu e meus amigos. É importante notar que SIM fizemos isso antes da própria Rebecca publicar a dela (http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2011/04/01/rebecca-black-e-a-profundidade-das-letras-de-friday.htm)

Divirtam-se!


http://www.youtube.com/watch?v=CD2LRROpph0

que letra complexa, que voz, que atuação! A nova justin bieber

hahaha
yesterday was thursday
today it is friday
tomorrow is saturday
sunday comes afterwards

poesia pura

Em 22 de março de 2011 14:20, Tiago Chacon <tiagochacon@gmail.com> escreveu:

é a conscientização da fluidez do tempo no contexto da metrópole contemporânea.e a consternação do antropos moderno perante os dilemas existenciais da vida no sec XXI:

"kickin' in the front seat
sittin' in the back seat
gotta make my mind up
which seat can I take?"

note o desespero na segunda vez que ela se faz essa pergunta


Em 22 de março de 2011 14:24, Tiago Chacon <tiagochacon@gmail.com> escreveu:

Excelente observação.

O desespero em escolher o "lugar no carro" reflete o desespero do homem ao buscar seu lugar (o "seat") na sociedade moderna, que se avança rápido com a tecnologia (o "carro")

A escolha de "front seat" ou "back seat" reflete a escolha interna que todos nós fazemos, escolher sentar-se "a frente" e liderar audaciosamente ou "a trás", mantendo uma postura de cautela frente aos riscos imprevistosconcordo, mas não sei se vc notou a fina ironia e a crítica na escolha dela. O "front seat" já está ocupado! Assim como na nossa sociedade, a liderança já está consolidada e fica impossível para o homem comum comandar o seu próprio destino.

O que sobra? A apatia de ver os dias passarem:


Em 22 de março de 2011 14:44, Tiago Chacon <tiagochacon@gmail.com> escreveu:

Não havia notado.

Realmente, resta ao homem moderno a constatação da passagem do tempo e sua impotencia em tomar as rédeas de sua vida. O eu lírico enfatiza o óbvio na estrofe para chocar o leitor com a escolha que lhe resta: nenhuma.
exatamente, uma excelente letrista que entende o sofrimento humano com todas as suas nuances. Como já havia dito, a nova justin bieber

Em 22 de março de 2011 15:03, Tiago Chacon <tiagochacon@gmail.com> escreveu:

Vcs estão absolutamente errados!

Front seat e back seat é uma clara analogia sexual! A metafora é usada para saber qual a posição sexual que ela vai escolher, seguido por um calendário que mais ou menos sugere tais escolhas. A questão do vídeo é uma clara paródia e crítica a indivíduos como Justin Bieber e Jonas Brother por infantilizar e banalizar o relacionamento sexual da sociedade cristã ocidental.Não podemos desprezar a sutil referência a Vitória do Partido Comunista Chinês de Mao Zedong na Kuomintang porChiang Kai-shek na Guerra Civil Chinesa (desde 1927) a qual proclama a República Popular da China, que controla a China continental, exceto Taiwan. 

A posição imposta pela sociedade em qual "seat" será alocado e determinado ao indivíduo é peculiar ao maoísta à camponeses na revolução, e que, e noleninismo ortodoxo pertencia exclusivamente para o proletariado - referência direta com o modernismo da sociedade aristocrática governamental.
Muito interessante a análise, sob o contexto-politico-historico-cultural

No entanto, sob a ótica antroposófica pscicológica jungiana: a (falta) da escolha causa uma espécie de força primordial que se apodera da psique e a impele a transpor os limites do humano dando origem aos excessos, à presunção ( inflação!), à compulsão, à ilusão ou à comoção, tanto no bem como no mal. Aí
está a razão porque os homens sempre precisaram dos demônios e não puderam prescindir dos deuses, na obra representada pela "friday"
Isso nos traz de volta aos reptilianos, sub genero demoniaco, e sua representaçao durante varios milenios em nossa sociedade.
A otica jungiana só existe e é possivel graças a eles.ps.
os reptilianos estão me seguindoa genia falou!

finalmente sabemos do que se trata friday:

http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2011/04/01/rebecca-black-e-a-profundidade-das-letras-de-friday.htm

Em 22 de março de 2011 16:02, Tiago Chacon <tiagochacon@gmail.com> escreveu:

uahhua aff caras
nao acredito que nossa discussão realmente foi tratada a serio pela nobre cantora/poeta/performer/filósofa
huahuahua
a hora q ela falo do front seat / back seat uhahuahuahuahuahuhauhuaahuhua
nao eh possivel, vcs viram isso antes de lançar a discussão, só pode ser...

Estou sem palavras.... ela... ROUBOU NOSSA PIADA!
ela copiou TUDO!!!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Antes que o Mundo Acabe (2010)

É.... tá atrasado! esse filme saiu faz mais de um ano, mas por vacilos da minha parte só vi nesse final de semana (graças a alguem coberta de razão).

Bom, é um filme que fala sobre a juventude, sobre o conflito que todos nós passamos ao buscar nosso lugar no mundo. 
O roteiro bota o protagonista Daniel (Pedro Tergolina) inserido na problema mais comum da adolescencia (e da vida adulta) - a sua namorada está interessada em outro. Mas para complicar o outro é seu melhor amigo. E para complicar ainda mais, o verdadeiro pai de Daniel (um fotógrafo que está na Tailândia) depois de anos resolve fazer contato.

Gostei muito de ver esse filme. A história, apesar de se passar no interior do Rio Grande do Sul (e o roteiro recheado de "gírias" locais - o que é ótimo! fica autêntico) é totalmente universal. E o bom trabalho dos atores e a honestidade do roteiro "vendem". Com certeza você passou por um ou mais dos temas tratados.

O site omelete postou ano passado uma excelente crítica sobre esse filme, então não vou desenvolver muito (p/ ser honesto, nao teria feito um trabalho melhor =D http://www.omelete.com.br/cinema/critica-antes-que-o-mundo-acabe/). 
O que vou dizer é: A melhor personagem é a narradora, a meia-irmã Maria Clara (Caroline Guedes) de Daniel. Ela expõe a trama de forma simples e direta, no entanto honesta (e extremamente bem-humorada). A relação fraterna aqui é (de novo) fielmente retratada. 
O porém é que, apesar de ter curtido muito narração, achei que às vezes foi desnecessário, já que os temas tratados no filme não são tão profundos assim. O espectador conseguiria sozinho compreender os conceitos. 

De qualquer forma, não chega a atrapalhar. E estas partes contribuem para o clima interiorano e leve que o filme propõe. Os conflitos e problemas são enxergados e tratados sem exagero mas ao mesmo tempo com carinho.

O que não gostei muito foi o "happy ending". Mas também, não foi nenhuma surpresa já que todo o build up do filme leva a ele. 

Enfim, não é uma superprodução genial que desnuda a psique humana, mas é um bom filme que trata de temas universais de forma realista e carinhosa. Vale a pena checar esse!