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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Terra Nova (Series) - Crítica

SPOILERSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!










Terra Nova, o mais ousado "wetdream" de Steven Spielberg. Para quem não sabe, a premissa da série é que: No ano de 2195 (ou algo assim) a Terra se tornou um planeta praticamente inóspito devido a poluição absurda (tipo no Wall-E) e a única esperança da humanidade é recomeçar tudo na Terra do final do Cretáceo, viagem possível já que descobriram uma fenda no tempo que liga os 2 pontos. Com isso, a série vai acompanhar as aventuras desse grupo de colonos pioneiros, basicamente através dos olhos da família protagonista.

Bem legal né? Mas o resultado não achei nem um pouco satisfatório. O roteiro dos primeiros capítulos tá cheio de furos.
A prisão onde o pai está preso tem uma segurança ridícula, já que ninguem se toca que ele escapou.
A instalação de viagem no tempo, supostamente de segurança máxima, foi facilmente invadida pelo pai, que entrou de clandestino sem dificuldade nenhuma (e sem nenhum treinamento específico).
A tal da colônia que fica entre os dinossauros tem cerca de MADEIRA! 
O clima da floresta pré-histórica é agradável. Nenhum dos colonos fica suado ou sujo. Todas as casas são extremamente limpas e impecáveis. Todo lugar tem energia, luz e computadores de alta-tecnologia, apesar de não ter nenhuma usina próxima.

A trama se desenrola muuuuuito lentamente e o mistério da temporada se perde pela falta de cadência do roteiro.
Fora que me incomodou profundamente o fato dos colonos estarem extremamente equipados com tecnologia de ultima geração. Assim toda o setup de que a Terra foi vítima da industrialização exacerbada e que agora, com esta 2a chance, a humanidade terá que aprender a viver em harmonia com a natureza, que na pré-história nós não temos "controle" sobre os elementos, não existe se todo personagem mora num bangalô tecnológico, blasters e aparelinhos médicos que curam tudo.

Por enquanto tudo que aconteceu foram conflitos com os Outros (chamados de "Sextos" ou "Sixers" na série) e pronto. E alguns dinossauros, mas não o suficiente para empolgar.

Atuação é ridicula, o elenco atua burocraticamente. E os personagens são o mais clichê possivel (Polical heróico, médica idealista, cientista com sotaque, soldado veterano, moleque adolescente rebelde, menina adolescente certinha, menininha idiotinha que gosta de unicórnios e por aí vai)

Vou continuar assistindo para dar uma chance, mas que tá uma merda tá! 
Falling Skies é bem mais legal

Abraços.



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Thundercats (2011 TV series) - Crítica

Estava sumido um tempo, mas vamos voltar! Já vou avisando - pode conter SPOILERS


Bom, tive a oportunidade de ver o season premiere da nova série animada dos Thundercats
Achei bem legal! E para dizer a verdade, ouso dizer que prende mais a atenção que a série original!


Nesse remake, os Thundercats JÁ se encontram no 3o mundo, que é co-habitado por lagartos (os "mutantes" do original) e outras espécies. Mumm-Ra é um antigo inimigo lendário que antepassados Thundercats derrotaram e na época na qual o desenho se passa é tido como "lenda" no estilo bicho-papão. Os gatos são a raça mais proeminente, mas um tanto imperialistas e intolerantes com as outras espécies.


Thundera é aqui o reino dos Thundercats no 3o mundo e eles possuem quase zero tecnologia (na verdade repudiam o uso de tecnologia) - basicamente vivem no equivalente a uma renascença/medieval.


Isso dá um outro layer na trama. A quest do Lion-O não é apenas derrotar Mumm-Ra ou viver no 3o mundo, é também buscar redenção para seu povo e a si mesmo, corrigindo os erros de seu pai (o Rei Claudius)


Já no premiere vemos todos (ou quase todos) os Thundercats, com direito a participação de Grune o Destruidor e e Lynx (e Thundercat cego da 2a temporada da série original).


Gostei muito do fato de Lion-O não só se comportar como jovem, mas aparentar mais jovem. Gostei do visu geral dos personagens (o animêlike ficou legal! ainda lembrando que foi animação japonesa que nos entregou a maravilhosa abertura do original, então combina bem) e principalmente gostei do Snarf NÃO FALAR. 
Achei bastante interessante a relação entre Tygra e Lion-O. Tygra é o irmão adotivo mais velho de Lion-O e a rivalidade fraterna entre ambos me atraiu. Isso ficou bem legal porque o Tygra quase não teve destaque na série original.


Todo o clima da série nova é bem épico e evoca LOTR e outras famosas, os clichês estão ali mas estão bem colocados.
No final, a premissa promete e ao terminar de ver o piloto dá vontade de saber o que vai acontecer com casa personagem. As introduções dos personagens prometem abrem boas possibilidades de arcos de histórias interessantes!


Recomendo - ganha o selo de aprovação!


Abraços