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sábado, 4 de junho de 2011

X-Men First Class - Crítica

Acabei de voltar do cinema. Bom.. avisando desde já: SPOILERS!!




















Sempre que lançam (ou estão para lançar) esses filmes baseados em gibis a primeira coisa que costumo pensar é: "Eles vão mudar tudo e isso vai cagar na história. Vai sair uma merda". É.... lição aprendida!
A Fox parece que está conseguindo se redimir do ERRO brutal que foi X-Men Origins - Wolverine e X-Men 3 - The Final Stand.
Claro, desde o início o filme deixa bem claro que não respeita muito (ainda bem... nem deve) os filmes anteriores (a cena com Xavier e Magneto em X-Men 3 vai totalmente contra esse filme, mas somente aumenta o meu respeito pelo First Class.


A história se passa inicialmente durante a 2a guerra, mostrando a origin dos personagens principais - com foco no Magneto, ainda conhecido como Erik Lensherr (sobre Xavier e Mística - Raven - somente como se conheceram, mostrando a inata caracterítica humanitária de Xavier). Aqui temos introduzido nosso vilão, Sebastian Shawn (Kevin Bacon). Nos gibis Shawn é "apenas" o líder de um grupo elitista de mutantes, o Circulo Interno do Clube do Inferno (composto por um tipo de aristocracia mutante) com objetivo de dominação mundial por manipulação e manutenção do status quo. Já no filme Shawn é meio misturado com Mr. Sinister: Gosta de experimentar em mutantes também e procura métodos mais agressivos para dominação mundial.


A idéia do Shawn é provocar a 3a Guerra Mundial provocando ambas superpotências USA e USSR a liberar seu arsenal nuclear um no outro. Com isso, no que sobrar do planeta Shawn pretende governar os mutantes (que na cabeça dele vão sobreviver facilmente a um holocausto nuclear).


Bom, Moira MacTaggert (aqui é uma agente da CIA) pretende deter Shawn para salvar o mundo, Xavier (recrutado por Moira) prentende mais encontrar e ajudar mais mutantes e Magneto quer vingança.
Esses elementos realmente funcionam! Ainda mais no cenário do auge da Guerra Fria - clima bem X-Men roots (apesar da história tomar várias liberdades com a fonte).


Os detalhes que mais gostei:
Todas as partes do Magneto (exceto bem no finalzinho - depois da derrota do vilão);
Xavier na ação;
Ação em geral - as demonstrações de poder estão em um nível muito alto! Principalmente o Magneto (ahh.. juventude é tudo)
A cena com Logan - A MELHOR do filme
História do Fera - normalmente dão pouca atenção, mas nesse filme foi bem explorada


Os detalhes que poderiam ser melhorados:
No final, a mudança para o lado negro do Magneto é um pouco rápida. Logo após o climax Erik já está no seu uniforme um tanto dramático e com o discurso pomposo clássico de vilões - coisa que ele não fez o filme todo. Para mim a transformação definitiva em Magneto poderia ter ficado para trás. Na verdade, o final todo achei um tanto apressado: Logo após (EU AVISEI NO COMEÇO SPOILERS) Magnero matar Shawn acontece, ao mesmo tempo - Formação da Irmandade de Mutantes, Xavier fica paraplégico e inicia a Escola para Jovens Superdotados. 
Tá entendi que era para ficar claro onde as coisas começam para aquele espectador que não é especialista em X-Men, mas mesmo assim poderia ter deixado no ar, acho que seria um final mais elegante. Ainda mais que o filme todo nao preza 
O Destrutor foi sub-aproveitado, quase não tem tempo em cena e back-story quase zero.
Angel é basicamente decorativa...


Quanto ao trabalho de atuação, nada que se sobressaia, mas todo o elenco faz um bom trabalho! Eu diria que... acima da média.


Independente dos problemas (são picuinhas) achei o filme muito bom! Como eu esperava que um filme dos X-Men deveria ser, tem política, tem vilões com planos globais, tem personagens variados, poderes espalhafatosos, preconceito vs. aceitação. Enfim, todo o espírito que Stan Lee pôs quando lançou o grupo de mutantes nos anos 60.


Vale a pena assistir no cinema! 


Abraços

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Piratas do Caribe 4 - Navegando em Águas Misteriosas - Crítica

Expectativa é a palavra aqui. 


Piratas do Caribe 4 é um excelente exemplo de que falsas expectativas podem levar a decepção. Mas estou me adiantando um pouco... Antes de mais nada: SPOILERS!!!! 






































Bom, o 4o da série está aqui para iniciar um novo arco de histórias. Quase nenhum dos personagens anteriores (exceto Gibbs, Barbossa e Jack claro) retornam (não são nem mencionados) e temos novas introduções no arco novo.
A história explora a cena final do 3o filme, a busca pela Fonte da Juventude. No entanto, não é uma retomada direta. Um bom tempo (indeterminado) se passou desde que Jack e Gibbs foram abandonados por Barbossa em Port Royal. Jack se encontra em Londres para descobrir quem é o impostor que recruta marujos sob seu nome, resgatar Gibbs da prisão e... basicamente é isso. Aqui também descobrimos que Barbossa perdeu o Pérola, a perna e também que agora trabalha como privateer para a Marinha Real. 


Bom, decobre-se depois que o impostor era ninguem mais ninguem menos que uma antiga (e supostamente a unica amada) namorada de Jack, que por concidencia é a filha do Barba Negra que também por coincidência está atrás da Fonte da Juventude para mudar seu destino, que é ser morto por um homem sem uma perna que por coincidência é o Barbossa. Ok, estamos com a história bem amarrada até aqui.


Na verdade, para ser honesto eu gostei do filme. É diversão simples, a história é mais direta que os anteriores (que o 2o e 3o pelo menos) e foca totalmente em Jack (sério, ele está em TODAS as cenas). Esse filme tenta trazer de volta a simplicidade o espírito de pura aventura das clássicas histórias de pirata, com a dosagem certa de magia e voodoo. 


O que fode é que a Disney ainda erra nas mesmas coisas, a dizer:

  1. O pseudo-romance do padre com a sereia é, além de inútil, chato, sem-graça e pior, totalmente do nada;
  2. O papel dos espanhóis é completamente imbecil, servindo somente como um Deus Ex Machina mal-ajambrado para justificar o twist. É totalmente inverossímel;
  3. O Barba-Negra é sem-graça, mal-aproveitado. Barbossa no 1o fime sim foi demais, Davy Jones... ok, legal! Agora ele ta um saco... Qria ver o pirata que controla o navio sozinho com uma espada e transforma outros em Zumbi (zumbi-vudu) fosse mais ameaçador! E tem outra, se ele tem o poder de transformar os outros em zumbis (tipo vudu mais imortais) pq ele nao faz isso com ele mesmo e desencana da fonte??
  4. A atuação dos novatos (tirando a Penelope Cruz), principalmente do padre e da sereia. Sério, o Orlando Bloom e a Keira nao sao nenhum primor mas nao prejudicavam... Até tinham momentos legais, mas esses dois novos são tão ruins que dói.

Mas isso nao chega a estragar totalmente o filme. O clima de aventura e as peripecias de Jack estao na melhor forma. Aliás, as interações dele com  Barbossa estao ótimas! Para mim as melhores partes do filme
Gostei:

  1. Das lutas, da ação basicamente;
  2. Da maior simplicidade na história;
  3. Das sereias, sim! Sereias-vampiras que tem chicotes e pulam da agua p/ te pegar sao DEMAIS! tipo.. elas chegam todas gatinhas, lalalala cantando e tals e ae BLRHEAARRGHHH arrancam a sua CARA!!! demais!

Bom, sim... tem mais coisas que não gostei do que gostei, mas mesmo assim fiquei satisfeito de ver o filme. Foi o que eu disse, a palavra-chave é expectativa.


Se vc gostou dos Piratas anteriores e/ou curte esses filmes de aventura meio forçados vai achar legal. Agora, se o seu estilo é estilo Inception... bom.. esquece então.. porque vai se irritar com os furos no roteiro


Trivia: O roteiro foi baseado no livro On Stranger Tides (subtítulo do filme) de Tim Powers 


Abraços!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Crítica Scott Pilgrim contra o Mundo (2010)

São raras as vezes que uma adaptação sai realmente boa, ainda mais quando boa parte da experiência está nos artifícios visuais que a mídia original (no caso - quadrinhos) possibilitam. Mas nesse quesito, a adaptação para o cinema de Scott Pilgrim brilha.

Para quem ainda não sabe, Scott Pilgrim é um one-shot comic em 6 volumes escrito por Bryan Lee O'Malley. A história (com elementos auto-biográficos) é contada do ponto de vista do personagem Scott Pilgrim, contando as aventuras e situações que deve enfrentar para conquistar o coração de Ramona Flowers; no caso ele deve derrotar a Liga dos 7 Ex-namorados do Mal da Ramona.

O filme é bem divertido e apesar de estar inserido em um contexto mega-nerd com um pano de fundo com bandas indie-rock underground (Scott Pilgrim é baixista do Sex Bob-Ombs) a premissa é bem universal - boy meets girl - levada com muito bom humor. Então sim, apesar de teoricamente o publico alvo ser moleques, funciona para as namoradas também.

Muito legal ver os efeitos visuais reproduzirem artíficios de quadrinhos (balões, onomatopéias, fumacinhas, nuvenzinhas, etc...) ficou bem dinâmico e trouxe ao cinema a mesma sensação de ler os quadrinhos.

Com relação a atuação: Vi muitas reclamações pela escolha de Michael Cera como Scott Pilgrim, mas sinceramente nao achei ruim não (ele faz umas caras realmente boas no filme). Verdade que no gibi o Scott é um pouco mais... "extravagante" que no filme, mas ficou legal.

De maneira geral o trabalho de atuação está muito bom, os atores passam o espírito de cada personagem. De longe o melhor trabalho é de Kieran Kulkin (Wallace Wells). Os mais parecidos (tirando o Wallace) estão Mary Elizabeth Winstead como Ramona Flowers (o olhar e a "virada-de-cabeça" estão ótimos!) e o Mark Webber como Stephen Stills. Gostei muito também da Anna Kendric como Stacey Pilgrim - apesar do pouco tempo de cena está ótima!

Ponto importante a citar é a trilha sonora: SENSACIONAL! Composta basicamente por Indie Rock dou meus parabens as faixas do Sex Bob-Omb (compostas pelo Beck) e pela única que aparece do Clash at Demonhead (no caso Black Sheep do Metric)

Moral da história: Vá assistir!! é sensacional e vc vai poder ver o mundo através de olhos nerds!

De uma olhada nesse featurette (show do Clash at Demonhead) que eu achei o mais legal do filme: http://www.youtube.com/watch?v=DGB4VDQI6XM

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Karate (seria Kung-Fu) Kid - Crítica

Os padrões de etiqueta da internet obrigam-me a dizer: "SPOILER ALERT"; mas isso só se aplica a quem nasceu depois de 89 (acho que TODO o resto viu Karate Kid na Sessão da Tarde umas mil vezes)

Bom, Karate Kid (2010) é uma refilmagem do mesmo filme da década de 80. No entanto neste há algumas modificações: 
  • Ao invés do ítalo-descendente Daniel Larusso (Raphael Macchio) se mudando de Detroit (acho... posso ter errado) para L.A; temos o afro-descendente Dre Parker (Jaden Smith) se mundando de Detroit (certeza) para Beijing (na China).
  • Dre é mais novo que Daniel-San; tem 12 anos
  • Obviamente o Johnny (bully do Cobra-Kai) neste é um garotinho chinês
  • Sai Sr. Myagui (Pat Morita) e entra o zelador Sr. Han (Jackie Chan)
  • A relação entre Dre e a meninha tende mais para a amizade a lá "primeiro amor" do que o namoro adolescente do original
  • E a mais óbvia: a arte marcial tema é KUNG FU e não KARATE 
Esta versão se mostra uma atualização da mesma história, mantendo o mesmo espírito e valores do original.

O filme presta também uma série de homenagens às clássicas cenas do original (principalmente a da "pegar mosca com o hashi") de forma criativa e bem humorada.

Bom, não há muito o que falar do roteiro, a estrutura é a mesma: Dre se muda, nao gosta, apanha, treina, se supera e vence. O diferencial é que o filme explora um pouco mais o conceito mais "espiritual" das artes marciais.
Aqui o objetivo principal do protagonista não é apenas vencer o torneio, é recuperar a honra. Nesta versão é um pouco melhor explorado a filosofia das artes marciais ("Kung Fu vive em tudo, na forma como vestimos a jaqueta, e como tratamos as pessoas"). 
Isto é bem amarrado com o treinamento de Dre, inspirado no fato dele largar a jaqueta jogada no chão em todo canto e reclamar com a mãe por ter que guardar.

Claro, nada é perfeito: 
Achei que faltou um pouco de "variedade" no treinamento. No original o Daniel-San teve que: Lavar carro, pintar a casa, pintar a cerca, lixar o chão (o deque do Sr. Myagui) e encerar o carro. 
O Xiao Dre só ficou tirando e pondo a jaqueta, jogando no chão, pegando e pendurando. Outra coisa é que ele ficou BOM demais só com esse treinamento. Ja era capaz de segurar a onda com um sparring com o Jackie Chan sem problemas... Claro, como parte do treinamento teve que a aprender a pressentir golpes, correr, e praticar Kati, mas mesmo assim.... achei um pouco forçado.


Outra coisa foi o golpe final. Sem dar muitos spoilers, achei que esse ficou um pouco forçado. Entendi que nesse executar o golpe exige nao só habilidade física mas um estado mental de total calma e controle: Esvazie sua mente. Mas no original o Daniel-San treinou o chute da Garça até a exaustão, e francamente era humanamente possível de realizar. Neste, Xiao Dre meio que do nada saca um wire-fu p/ cima do Johnny chinês.


Um coisa engraçada foi ver como o Jared Smith é igual ao pai. As expressões e maneirismos dele são do Will Smith. Achei que ficou legal! O menino também entrega um bom trabalho de atuação. Não chega a ser mind-blowing, mas ele faz muito bem o trabalho. 
Uma nota especial ao Jackie Chan, ele faz um excelente trabalho também. A relação mestre-pupilo é muito bem retratada aqui.



De qualquer forma, esta é uma bela refilmagem do original, falada em uma linguagem atual e nada deixa a dever ao original.


Resumo da ópera: Vale assistir, MESMO! Como bonus (e pq o governo Chines estava envolvido) vc podera desfrutar de lindas imagens da China

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

The Expendables - Crítica

Antes de começar, caso você tenha nascido depois da década de 80 provavelmente não vai pegar tudo deste texto.
Não vou colocar spoiler alert nesse review porque, francamente, você realmente acha que vai ter algum twist no roteiro do Stallone, nesse gênero??
Bom, quem é da década de 80 e passou algumas férias vendo Sessão da Tarde, Tela Quente ou Supercine deve lembrar de filmes como Commando, Braddock, Duro de Matar, Máquina Mortifera (1, 2, 3 - o 4 ainda não tinha sido feito) e qualquer um do Charles Bronson. Se vcs lembrarem bem existem basicamente 4 temas:
  • Lutar contra o narcotráfico
  • Derrubar algum ditador
  • Resgatar a mocinha (varia desde namorada, irmã até filha)
  • Derrotar o vilão que é um cara de terno
Esse filme é um mix, tem TODOS os temas acima condensado num só!! O time de action heroes vai até uma ilha-nação dominada por um general-ditador que está no poder devido ao narcotráfico, mas que na verdade é um pau mandado de um ex-agente da CIA (o vilão de terno) que no meio do filme obriga o general a sequestrar a própria filha!! E como se não bastasse ainda tem uma side-story da namorada do Statham (a parte do "salvar a namorada").
Fora que juntam um dream-team de action heroes! Francamente, só faltou para completar o album o Van Damme (vai! o kara fez O Grande Dragão Branco e Soldado Universal!! Fora que o Dolph "Drago" Lundgren ta lá). Sabe aquelas discussões "quem ganha num briga Fulano ou Beltrano"? Então... pode riscar da lista Drago Vs. Jet Li

Bom, mas e dae? esse filme é basicamente a antítese, o outro lado da moeda de Inception. The Expendables visa provar que dá para fazer um filme divertido de forma despretenciosa (e bota despretenciosa)! O filme é uma sucessão de clichês de ação nostágicos, e é exatamente isso que faz ficar tão divertido. O filme te lembra de uma época mais simples do cinema, quando perseguição de carros, explosões e caras durões eram o máx do Herói. Sem dramas, sem dúvidas, sem passado atormentado, só balas! FUCK YEAH!!

Resumo: Da mesma forma como a alta expectativa atrapalhou Inception, a baixa vai ajudar The Expendables. Lembre-se, esqueça as leis da física e do mundo real! Estamos na Stalloneland aqui. Dá um desconto e releva o "roteiro" que garanto que vc vai se divertir!

Abaixo tem um pequeno vislumbre do que vc vai ver no filme (garanto que não tem spoilers)
PS: Pq tdo capanga é ruim de mira?

domingo, 15 de agosto de 2010

A Origem (Inception) - Reflexão

Foi bem difícil articular uma avaliação do filme: "gostei ou nao gostei", "é criativo?", enfim... quem teve a chance de ver Inception, independente de qual opinião tenha, vai concordar que não é um filme simples de classificar e não se pode avaliar de primeira.

Bom, fiquem avisados! SPOOOOOOOIIIILLEEEEERRSSSSS!!!







A sinopse do filme (para quem ainda não viu) é a seguinte: Cobb (Leonardo Di Caprio) é capaz (através de tecnologia) entrar nos sonhos das pessoas e, ao navegar no subconsciente, retirar informação. No entanto, é procurado por Saito (Ken Watanabe) para fazer o contrário, inserir uma idéia na mente do alvo. 
Já de primeira a proposta do filme é bem interessante e algumas idéias do diretor (Chistopher Nolan) são legais: 
  1. O fato de que, quando o subconsciente do "alvo" percebe intrusos, as pessoas - projeções do subconsciente do alvo, passam a hostilizar o invasor - a cena é bem legal pois todos os figurantes ao mesmo tempo encaram o invasor! é bem legal; 
  2. O fato de que "só percebemos que há algo errado, ou seja, que estávamos sonhando, quando acordamos;
  3. Nunca lembramos do início do sonho, ou do final, somente do meio;
  4. Os totens
Mas senti que o mundo dos sonhos foi mal-aproveitado. Era tudo real demais, organizado demais. A única demonstração do subconsciente eram as pessoas presentes no cenário. Nos trabalhos do David Lynch a dinâmica do sonho é muito melhor retratada. 

Outra coisa que achei ruim foi na questão dos "níveis" do subconsciente: Apesar da idéia de camadas ser bem legal, mais uma vez não achei que foi aproveitada. Cada nível se passa dentro do subconsciente de um personagem na equipe, mas não é possível identificar de quem, muito menos é retratado que se passa em um nível mais profundo, apenas são cenários diferentes. A simbologia aqui foi muito pobre. A questão dos totens em compensação foi bem demonstrada, ja que é aqui que a dualidade mora (reparem quando e em quais cenas o totem de Cobb é usado que dá para perceber onde se propõe a dualidade sonho-realidade).

O roteiro de forma geral é inteligente, bem bolado. Mas senti que muito do potencial não foi aproveitado. Se a história trata do subconsciente, a liberdade criativa aqui é infinita, e no caso vimos cenários bem comuns. É como se todos os personagens fossem todos pé-no-chão ao extremo.

O trabalho dos atores é excelente, principalmente Di Caprio. Minha única ressalva é para Ken Watanabe, que basicamente interpretou uma versão corporative e sem brilho do Katsumoto (Ultimo Samurai). A dinamica entre Cobb (Di Caprio) e Saito (Watanabe) me pareceu forçada. Mas de qualquer forma, o trabalho do elenco está muito bom, com um destaque ao Di Caprio.

Um suma, o filme em si é MUITO bom, mesmo. O problema é todo o hype e expectativa colocado nele. Não, não vai mudar a forma como o cinema é feito, muito menos pode ser classificado como o "novo Matrix". O roteiro, apesar de muito bem escrito incorpora idéias já mostradas em outras obras, desde quadrinhos do Tio Patinhas, O Vingador do Futuro (Total Recall) até Ereaserhead (de David Lynch) e claro, Vanilla Sky.

O final dúbio do filme, com o corte no piãozinho girando... predictable... 

De qualquer forma, é um filme que vale ver a pena no cinema, só preste bastante a atenção para não se perder!

Abraços 

domingo, 13 de junho de 2010

Crítica Kick-Ass (filme)


Só avisando.. spoilers! 

Como parte de comemoração do dia dos namorados, minha mulher me levou para ver pré-estréia de Kick-Ass.
Achei bem legal o filme!  É uma boa mistura de Kill-Bill, Watchmen (filme) e Sky High.

A história, para quem leu o comic não tem supresas (com a diferença do que acontece com a Katie, que é o mais gritante) mas de resto segue basicamente como vc deve ter lido...

Para quem não sabe ainda, o filme é sobre um garoto a lá Peter Parker que resolve ser um super-herói. Ao se meter no meio de uma briga de gangues acaba sendo filmado e alguém põe no You tube. De uma hora para outra Kick-Ass vira sensação do momento e acaba originando uma cultura underground de vigilantes mascarados (ta... "cultura" é um pouco exagerado). De qualquer forma, ele acaba se envolvendo com outros 2 vigilantes - Big Daddy e Hit-Girl - que buscam se vingar de um chefe da máfia. Kick-Ass acaba sendo pego no fogo cruzado e a aventura está aí.

Como vêem não é algo totalmente inovador, mas nem por isso deixa de ser menos divertido. Eu diria que este é o filme de super-herói no qual a história é a mais realista possível. As situações que o personagem enfrenta e o seu desenrolar são basicamente o que aconteceria na vida real (com exceção do final, e da Hit-Girl).

Bom, no final (claro) alguns clichês básicos como a frase a lá Garra (vilão do Inspetor Bugiganga) do Red Mist e o fato do Kick-Ass  ter ficado com a garota.

Mas fora isso o filme é bem divertido, honesto. A interpretação do atores está bem interessante. Tem um balanço interessante entre ação e diálogo e cadência é bem fluida. Não é (claro) nenhuma obra-prima, mas é BEM divertido, o que é exatamente o que se espera de um filme assim.

Pessoalmente achei legal pois (apesar de ser 16 anos) toda a violência do comic está nas telas, ou seja, vc sente na pele o que seria ser um vigilante no mundo real.

Se vc ainda não teve oportunidade, tente ler Kick-Ass; vá ver o filme ou ambos! Seja como for, aposto que vai se divertir

Abraços

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Crítica - Tudo pode dar certo (What ever works)


Antes de mais nada.... SPOILERS!!!!!!

Se você é fã de Woody Allen juntamente com Big Bang Theory e Seinfield, vai curtir este filme. What ever works pega elementos dos 3 e mistura tudo. O resultado é um tipo de comédia-romântia meio satírica um pouco ácida. Flerta com expor situações desconfortáveis mas sem se aprofundar. É inofensivo.

Bom, a história se passa em Nova York. É sobre Boris Yollnikoff (ou algo assim), um físico teórico especilista em Teoria das Cordas neurótico aposentado que dá aulas particulares de  xadrez para crianças. Interpretado por Larry David (Produtor de Seinfield e Criador/Protagonista de Segura a Onda - Da HBO) ele é uma fusão entre o Woody Allen, Dr. Sheldon Cooper (Big Bang Theory) e George Constanza.

O idéia é mostrar que a várias maneiras de amar, não importando a forma, mas sim que funcione para você(eis o título - what ever works). Temos de tudo, a jovem e inocente com o velho solitário (clara alusão à Woody Allen e seu polêmico casamento com a filha adotiva); temos a conservadora e ultra-religiosa mulher de meia-idade que pelo seu amor a arte se entrega em um pouco convecional relacionamento à 3 e o (mais do que óbvio) americano padrão red-neck que se descobre gay.

O caso é que independente do filme ser previsível, não deixa de divertir. A parte ruim é que a diversão se dá somente com o personagem de Larry David. São bem interessantes e irreverentes, apesar de não serem nada além já visto em Seinfield e Big Bang Theory.

O que me agradou no filme foi a quebra da 4a parede (quando o personagem fala diretamente com o público). Boris é o único ciente de que há uma platéia (nós) os assitindo e várias vezes e dirige ao espectador. Fica claro que ele é o único ciente disto, já que os demais personagens assumem que isto é mais uma excentricidade de Boris. Com isso a questão de que o que chamamos de loucos talvez somente tenham um outro nível consciência também é apresentada (claro, como nota de rodapé). Apesar de não ser original eu gostei.

Portanto,  roteiro é engraçado. Nada genial, mas bem legal.

A interpretação é no máximo medíocre. Larry David interpreta ele mesmo, e com relação aos demais não para se estabelecer uma relação maior. Apesar das reviravoltas nas vidas dos personagens não se ve nenhum desenvolvimento.

Resumo: É um bom divertimento, nada ground-braking e para os fãs mais hard-core de Woody Allen vai ser decepcionante. Mas se você gosta de uma comédia inofensiva com um "Q" a mais, vale a pena.

Como o próprio título, é despretencioso.

Abraços

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Opinião - Sherlock Holmes


Faz um tempo já que vi o Sherlock, e vou te dizer: Curti p/ kacete! Claro, minha exposição ao universo criado pelo Sir Doyle é basicamente o 1o romance (Um estudo em vermelho) e o filminho da sessão da tarde do jovem Sherlock (que podem falar o que quiser, mas eu acho foda!)

Por isso talvez tenha sido mais fácil para mim absorver a repaginada dada ao personagem pelo Guy Richie.

Anyway, vamos lá:

História: Gostei! É um clássico de mistério, com os twists e turns do meio, fechando com a explicação final. Boa! Gostei principalmente que não é (e nem precisaria ser) um filme de origem. Ao invés disso, Holmes e Watson são apresentados já grandes amigos, que conhecem as manias de trejeitos de cada. A dinâmica entre o excêntrico Holmes e o previsível Watson tem um novo ângulo, pois não fixar exclusivamente no conflito de personalidades. Um detalhe que achei muito bom foi o fato de Holmes sempre encobrir o rosto nas fotos. Claro, pois um detetive free-lance trabalha melhor se for incógnito (do contrário fica como o 007, o agente secreto que todo mundo conhece).

Apresentação: Ótima! Sensacional! É verdade que vários filmes do Guy Richie são ambientados no submundo de Londres, MAAASSS a ambientação na era Vitoriana ficou ótima! A trilha sonora achei sensacional pois te põe no clima do filme.

Para ser meio neat-picking, o Holmes tava muito man-of-action para o meu gosto. Até concordo que, considerando que o cara é um detetive e por isso é de sábio saber lutar, ele lutou bem até demais. Além disso, a trama (apesar de divertida) é explicada até a exaustão, eu pessoalmente acho que algumas conclusões poderiam ser deixadas para o espectador

De forma geral, Guy Richie entrega um filme bem divertido, e uma repaginada bem legal do clássico detetive!
Recomendo assitir!

Abraços

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Crítica - AVATAR (2009)


Na minha opinião o melhor adjetivo para dar ao filme é: "Deslumbrante". Literalmente.
O visual do filme é incrível!! As cenas são lindamente montadas, como um quadro. A tecnologia avançou anos com este filme. (Detalheo review tem spoiler).

O 3D é sensacional! Realmente você se sente na selva de Pandora! As mosquinhas voando, as folhas caindo. é incrível (diria que até é mais legal que os vôos, pois te insere melhor no mundo de Pandora).

No entanto, a história do filme é inexistente. Totalmente. É clássico redenção pela descoberta da natureza. Reencontrando a humanidade na antítese de um mundo alienígena. Não que seja a história seja ruim ou forçada (tá.. é um pouco). Mas a grande questão é que ela simplesmente não existe. Tanto que vou resumir:
  1. Sou paraplégico, e estou chateado com isso
  2. Posso andar como um alien azul! Mas só as vezes...
  3. Quero ser alien azul para sempre.
Para o mim o filme se resumiu: "Blábláblá.... FLORESTA GRANDE... Blablabla.... ANIMAIS ALIENS ESTRANHOS E LEGAIS.... Blábláblá.... BRIGA/GENTE AZUL MONTADA EM DRAGOES/GENTE AZUL ANDANDO COM CAVALO-ALIEN/BRIGA/EXPLODE/MAIS GENTE MONTADO EM DRAGÃO/CARA AZUL MONTADO NO UBER-FUCKER-DRAGÃO/BRIGA/LUTA/BRIGA/EXPLODE/EXPLODE MAIS.. Blábláblá.... Viro o cara azul para sempre.

A dica é: se quiserem ver o filme, vejam em 3D pelo menos, senão vão perder o que vale, que é o visual

Abç

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Trailer King of Fighters - Filme (WTF???

Meu, sinceramente... WTF?? Será que Holywood não aprendeu porra nenhuma com Street Fighter The Movie ou Mortal Kombat (todos)??? A lição é:
NÃO SE FAZ FILME DE JOGO DE LUTA! Pelo seguintes motivos:

  1. Não tem história;
  2. O legal é JOGAR! Ninguém gosta de ficar assistindo Street Fighter, quer é jogar.
Dá para se ter uma mínima idéia de quanto o filme do King of Fighters vai ser ruim só pelo trailer (abaixo). Supostamente o trailer deve ser composto das melhores partes do filme, arranjadas de forma a incitar a curiosidade do espectador. Só me deu vontade de vomitar. Só tem merda! Um monte de cenas clichês de luta, com narração stock, música chupada do Dark Knight. Isso tá mais para desfile Cosplay no Anime friends.

E a premissa do filme? Que lixo... 
No jogo a história (també conhecida como "desculpa para os personagens se esmurrarem") é que o Rugal Bernstein é um traficante de armas que hospeda um torneio para atrair lutadores, matar os caras e transformar eles em estátuas para sua coleção; o que já é idiota, mas para os padrões da época funcionava, ainda mais considerando que é para um JOGO.

No filme, os lutadores chosen ones ou qualquer besteira vão para uma dimensão alternativa e..... ah, chega. Dimensão alternativa? Ah.. muita cretinisse... Ta mais para um refugo de Mortal Kombat. Esse vai concorrer sério com o Pluto Nash de maior fracasso de Hollywood.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Top partes de Watchmen - o Filme


Ok, vou falar logo de uma vez: Adorei Watchmen - O Filme, achei um puta filme bom, um dos melhores do gênero (ok, The Dark Night é melhor). 
A única "falha" é que não trouxe nada denovo, uma vez que os temas como subversão do super-heroísmo, ética, poder corrompe já haviam sido abordados 20 anos antes com Watchmen (quadrinhos). Mesmo assim acho que a forma como o filme retrata os simbolismo que Alan Moore e David Gibbons propuseram no comic ótima! O cuidado e o capricho com que as cenas são compostas é notável. 

Por isso fiz uma listinha de Top partes do Watchmen (não está em ordem de preferência, pois gosto de todas da mesma forma):
  1. FlashBack inicial (nos créditos iniciais):  - Conta desde o surgimento dos Minutemen, até o Keene act. Essa é uma parte extremamente inteligente, pois habitua qualquer espectador que desconhece Watchmen ao seu universo. É filmado propositalmente para parecer como um animated comic. Ponto especial para a música (Bob Dylan - The Times They Are a-Changing)
  2. Rorschach; todas as partes:  -  Fica realmente difícil escolher uma. Todas as partes com o Rorschach são ótimas, palmas para o belo trabalho de Jackie Earle Haley. O cara é pura intimidação, apesar de nanico vc sabe que não é para mexer com ele. Sinceramente, Christian Bale devia ter aulas de "voz de durão" com esse cara. Mas creio que para destacar, as mais legais seriam quando Rorschach e Coruja interrogam no bar a respeito do suposto assassino de Adrian Veidt e seu discurso final antes do Dr. Manhattan matá-lo. Melhor fala "Never compromise, not even in the face of Armageddon".
  3. Passagem de cena, da decisão do Dr. Manhattan de impedir o fim do mundo e a chegada do Rorschach e Coruja no complexo de Adrian Veidt na Antártida. Mais uma vez a cena é tão legal, mas a trilha sonora (All Along The Watchtower - Jimmy Hendrix)
Bom, a verdade é que o roteiro de Watchmen está pronto desde os anos 80, feito por Moore e Gibbons. Mas o Zack Snyder soube traduzir para linguagem do cinema a idéia por trás de Watchmen, e a verdade é que a excelente trilha sonora e o incrível trabalho como o de Haley são os principais responsáveis.

Só posso dizer que, considerando o que podia ter sido, o filme saiu ótimo!! Duvidam? dêem uma olhada na alternativa


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Critica - Distric 9


Oi pessoal! Antes de começar um aviso: o review tem SPOILERS


Seguimos:

Foi bem legal ver um lançamento com roteiro original! Com tantas adaptações de livros/quadrinhos e remakes, as histórias originais estavam minguando...

Bom, a idéia do filme é muito boa! Todo o simbolismo, as referências... são ótimas! Colocar um "Apartheid" entre Aliens e Humanos na África do Sul dá muito mais peso à mensagem que o filme quer passar.
A idéia de mostrar a monstruosidade da humanidade através de suas atitudes contra os aliens (monstros) apesar de "óbvia", funciona muito bem.
A ambientação é excelente, as favelas tem cara de favela... a miséria e pobreza saltam da tela, tanto que você até esquece que é uma ficção científica.

O problema mesmo eu achei no roteiro (por incrível que pareça), mais precisamente na condução da história. As circunstâncias que colocam o protagoista (Wikus) na situação do filme é forçada: O cara é um burocrata que por capricho do chefe/sogro (isso não fica claro) é assignado para comandar a realocaçao dos aliens em um trabalho de campo.
Essa desculpa funcionaria se Wikus fosse corrupto, mas não é o caso. Ou seja, não tem porque um cara mal-qualificado com ele ter sido assignado para o trabalho, visto que o filme não incita um motivo excuso. Seria como se delegassem o comando de algum esquadrão do BOPE para o escrivão do cartório. E mandassem ele subir o morro. Ridículo.

Os diálogos são imbecis também. É verdade que não poderíamos esperar grandes insights dos personagens pois são pessoas comuns e medíocres, mas a impressão que dá (salvo a Wikus) que os personagens não estão nem aí para o que está acontecendo.

Claro que o filme tem partes beeemmm legais, principalmente quando Wikus começa a sofrer experimentos. É interessante ver como a medida que ele vai se transformando em "prawn", os cientistas o tratam como peça anatômica. O ápice é quando um conselho militar decide o seu destino como artigo enconômico (Wikus, por ser um híbrido de Alien/humano pode operar a tecnologia alienígena, o grande alvo dos humanos), e portanto discutem se devem matá-lo ou não. Isso tudo com ele amarrado, do lado, ouvindo e tentando expressar sua opinião.

Resumo:
É legal o filme, tirando essas escorregadas no roteiro vale.

Abraços

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Crítica - Inglorious Bastards


Ontem fui ver Bastardos Inglórios no Cinemark. Bom, antes de mais nada é importante lembrar que é um filme do Quentin Tarantino (para quem não sabe fez Um Drink no Inferno, Pulp Fiction e mais recentemente Kill Bill), ou seja, não é para ser realista. O estilo do cara É ser exagerado e propositalmente esteriotipado. Assim sendo, vamos nessa:

Achei o filme bom! Bom mesmo! É um Tarantino clássico! Os personagens são tão esteriotipados, é tanto clichê junto (proposital claro) que fica muito engraçado! Como sempre temos cenas violentas ao exagero, o que tira o realismo do filme e nos lembra "Hei! é só um FILME! Pare de ser fresco..."

Claro que, se for ver a fundo, Kill Bill foi melhor. Na verdade eu acho que a grande "falha" deste filme foi "plagiar" tanto Kill Bill: A estrutura do filme, apresentação dos personagens, ângulos e até a trilha sonora são iguais (a trilha sonora é IGUAL mesmo). Mas, como é Tarantino copiando Tarantino não é cópia, é estilo.


O elenco é muito bom, mas quem rouba a vez é Christoph Waltz pela seu trabalho no papel de Hans Landa, oficial da SS. Christoph não só dá um show de atuação, mas também mostra uma fluência espantadora em Ingês, Francês, Alemão e Italiano. O restante do elenco está ótimo também, mas não tem comparação com Waltz.


Em suma, acho que dá para dizer "Toma essa Spielberg!", já que o Tarantino mostrou que nem todo filme de 2a guerra precisa ser uma Lista de Schindler ou um Soldado Ryan para ser bem louco!


Abraços

domingo, 16 de agosto de 2009

BRÜNO

Brüno é o tipo de filme que não tem como definir se é bom ou mal, nada... a única coisa que posso dizer é: Vá assistir.... Eu sei que para uma crítica é a pior coisa a se dizer, mas é verdade... O filme foi projetado para ser chocante.

O Sasha Baron Cohen conseguiu provar que é louco de pedra e não tem limite nenhum. Sabe aquela linha que vc traça e diz "daki eu não passo", então.... o Borat diz "Que linha?"
Está gravado a fogo nas minhas retinas aquela "coisa" balançando e dizendo "Brüno" Única coisa, o filme é cheio de cenas fortes... se vc não acha graça, não vá ver.

Para dizer a verdade achei "Borat" mais engraçado. Brüno o feel é mais "Ah não, ele nao vai fazer isso.... pqp ele FEZ!". Mas também não deixa de ser divertido.

Só não digam que não avisei que pode ser chocante.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Primeiras impressões - Harry Potter e o Enigma do Príncipe


Acabei de sair da sala do cinema e estas são minhas impressões iniciais:

Achei o FILME ruim. Friso, o FILME. Curto os livros (li todos) e gosto do 6o volume (meu favorito é o Cálice, mas não vem ao caso).

O principal problema do filme é o roteiro. E é pelo simples fato de não traduzir para o cinema o livro. Claro que tem muitas sutilizas que se fosse passadas para tela grande não funcionariam (na melhor das hipóteses deixaria o filme longo e caro demais). Mas o que houve foi uma má escolha de passagens de livro e uma mudanças que, não que tenham "desrespeitado" o material fonte, mas simplesmente estragaram o filme.

Deixa eu explicar melhor: O grande erro dos roteiristas foi dar destaque desmedido para as cenas "teen" (Ron catando uma mina; interesse das meninas em poções do amor, etc...) e esquecer das cenas de ação (particularmente a briga final em Hogwarts contra os Comensais da Morte). Não que eu tenho algo contra ceninhas "teen" (tá, eu tenho) mas o roteiro expõe de uma forma tão clichê que realmente perde a graça.


Mas o grande problema é com o final








Ainda aqui? bom... aí vai:












Quando Harry e Dumbledore voltam da caverna, não só não tem a batalha em Hogwarts mas mostra o Dumbledore praticamente recuperado da poção. Ele de forma muito calma aceita o ataque de ambos Malfoy e Snape. Bom, isso ficou péssimo porque entrega que o Dumbledore já tinha a morte dele planejada, tirando grande parte do impacto deste passagem, aliás, toda essa parte foi extremamente modificada; dá ao espectador a quase certeza que tudo está de acordo com os planos do Dumbledore. Mais uma vez, isso tira grande parte do clímax da história

Ora, no livro, quando Snape chega o Dumbledore está semi-morto, tanto que o pedido dele (ao ler na época) era quase que indiscutivel que Dumbledore estava implorando pela vida.

Em resumo, o filme claramente não atingil seu potencial, preferindo um roteiro óbvio e insosso. Bem melhor ler o livro (nem que seja denovo) do que ir no cinema